O Instituto Mazzaropi participou do encontro “Sesc em Percurso – Gestão Cultural” em Taubaté, realizado em 28 de maio, das 9h às 12h30. O evento reuniu agentes e pesquisadores para debater políticas públicas, economia criativa e patrimônio imaterial, fortalecendo a memória regional e a identidade cultural do Vale do Paraíba.
Por que a presença do Instituto Mazzaropi é vital para a gestão cultural regional?
Nossa instituição salvaguarda mais do que rolos de fita cinematográfica. Preservamos o modo de vida do homem simples do campo, a estética caipira e a identidade do Vale do Paraíba.
Levar a experiência do nosso acervo para o ambiente de debates do Sesc fortalece a discussão sobre a sustentabilidade de museus biográficos no Brasil.
O legado de Amácio Mazzaropi é a prova viva de que a cultura popular gera desenvolvimento econômico local desde a década de 1950, de forma pioneira e independente.
Como a economia criativa se conecta com o cinema clássico de Mazzaropi?
Durante o encontro, o pesquisador José Oliveira Junior enfatizou que a criatividade pulsa no cotidiano. Na PAM Filmes, antiga produtora do cineasta em Taubaté, a comunidade local trabalhava ativamente.
Mazzaropi não esperava a lógica da inovação industrial chegar; ele criava suas próprias soluções técnicas e gerava empregos na região.
“O negócio é o seguinte: a gente precisa fazer o povo rir, mas com respeito”, costumava dizer o mestre sobre sua conexão direta com a plateia.
Quais foram as prioridades votadas para o cenário cultural de Taubaté?
Os participantes definiram as pautas urgentes por meio de uma enquete participativa. Entre os temas mais votados, destacam-se:
Leis de incentivo e desburocratização: editais acessíveis e com linguagem simples.
Políticas públicas e planejamento: maior presença da sociedade civil nos conselhos.
Memória, patrimônio cultural e turismo: valorização das expressões populares locais.
Qual a importância da memória afetiva e dos sons tradicionais para a identidade?
O encontro destacou os sons tradicionais e a música regional como patrimônio imaterial precioso. Em nosso museu, essa memória ecoa viva nas aulas de viola caipira, com apresentações do grupo, e nos álbuns originais de trilhas sonoras.
A valorização do território e o turismo cultural andam juntos. Quando preservamos a fala arrastada e o sotaque do interior, resistimos ao apagamento cultural das nossas comunidades.
Ganho de Informação / Curiosidade do Acervo: Poucos sabem, mas nos bastidores gravados em Taubaté, Mazzaropi frequentemente empregava moradores locais como figurantes e assistentes de cenografia. Ele utilizava panelas de ferro, pilões e carros de boi legítimos das fazendas vizinhas para garantir a autenticidade de cenários que hoje compõem nossa exposição permanente.
Venha vivenciar a história de perto!
Discutir políticas públicas é o primeiro passo para manter as portas da nossa memória abertas. Que tal ver de perto o figurino original do Jeca e as câmeras que registraram a nossa brasilidade?
Visite o Museu Mazzaropi em Taubaté e compartilhe suas lembranças conosco. Deixe um comentário contando qual filme do Jeca marcou a infância da sua família!
Serviço
O Museu Mazzaropi fica em Taubaté/SP no endereço:
Estrada Amácio Mazzaropi, 249 – Itaim
Telefone: (12) 3634-3446
Horários: aberto aos sábados e domingos, das 8h30 às 12h00.
Consulte horários alternativos para visitas em grupos agendados com mais de 10 pessoas*
Ingressos: R$11,00 (inteira) e R$6,00 (meia entrada para estudantes, professores, idosos acima dos 60 anos e pessoas com deficiência).
Ingressos para grupos agendados: Valor fixo de R$12 por pessoa.
Obs: grupos agendados desfrutam de monitoria personalizada e podem ser atendidos em horários exclusivos.




